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Publicado em 22/09/2016

POR GABRIEL CARNEIRO 22 DE SETEMBRO DE 2016 ÀS 22:11

Chikungunya está contagiando Águas de Lindóia. E não é o que você está pensando!

Nosso atleta João Gabriel Medina Ribeiro foi destaque do Jornal Lance! participando do quadro QUEM NÃO SONHOU? escrito por Gabriel Carneiro.

Fonte: http://blogs.lance.com.br/carneiro/chikungunya-joao-gabriel-brasilis/


A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. A Chikungunya provoca sintomas semelhantes aos da dengue e…

Quer dizer…

João Gabriel Medina Ribeiro é um jovem jogador de futebol nascido em Cuiabá (MT) e que já marcou três gols no Torneio Paulista sub-17, competição que reúne clubes filiados à Federação Paulista de Futebol que estão fora dos torneios profissionais. João Gabriel é o artilheiro do Brasilis, clube da cidade de Águas de Lindóia, e que lidera a primeira fase da competição. Na lista de goleadores, ele exibe um apelido exótico: Chikungunya.

Camisa 10 do Brasilis, Chikungunya está no clube desde fevereiro de 2016 e é uma das apostas para os próximos anos. O motivo do apelido tem traços de brincadeira e marketing. Ele explica melhor.

– Eu tenho 1,63m de altura e 56kg hoje, mas isso porque tomei hormônio para crescer, fiz trabalhos específicos. Quando cheguei no Brasilis era muito baixinho, então me botaram o apelido de mosquito. Como era época da febre, logo virou Chikungunya. Ficou marcado, mas era brincadeira. Até que o presidente do Brasilis perguntou se eu não queria colocar esse nome no campeonato, porque poderia chamar atenção. Está chamando mesmo, né? – brinca o garoto nascido em 27 de dezembro de 2000.

João Gabriel começou a jogar bola aos sete anos, na escola onde estudava em Cuiabá. Não demorou para se destacar e conseguir uma chance no Brasil Central, um clube de formação da cidade. Ficou três anos por lá – com direito até mesmo a um mês de testes no Fluminense – e nesta temporada seguiu para o Brasilis após o convite de um amigo para um teste. Passou e ficou.

Três semanas depois da chegada de Chikungunya, o Brasilis encerrou atividades por tempo indeterminado, já que não disputa nenhum torneio estadual e vivia crise política. Depois de duas semanas parado em Cuiabá, o garoto foi chamado para voltar a Águas de Lindóia e reintegrado ao sub-17. Era o início da campanha que hoje rende a liderança do Torneio Paulista ao Brasilis. E a artilharia da equipe ao menino com nome de mosquito.

– Jogo no meio-campo, aberto na ponta. Gosto de jogar no 4-2-3-1, como jogamos aqui, e eu fico aberto na linha de três, mais ofensivo. Tipo o Neymar, que me inspira. Estou pensando em ser campeão aqui e artilheiro, porque é uma competição com muita visibilidade. Nosso time está bastante unido, acho que dá pra vencer – ele diz.

João Gabriel é filho de Handerson e Juliana, que obviamente não carregam o nome de Chikungunya por aí. Ele queria ser jogador, mas machucou o joelho e hoje é oficial de justiça. Ela é empresária, tem uma agência de viagens. Em outubro eles estarão em Águas de Lindóia para apoiar o primogênito no sonho de ser jogador de futebol. Que inseticida nenhum entre no caminho.

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